Este ano a Malasartes [Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude] encontra-se disponível em número duplo, dedicando muitos dos seus ensaios a Matilde Rosa Araújo.
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Este ano a Malasartes [Cadernos de Literatura para a Infância e a Juventude] encontra-se disponível em número duplo, dedicando muitos dos seus ensaios a Matilde Rosa Araújo.
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«2010 é um ano de luto para todos os que estudam ou fazem uso, enquanto mediadores da leitura, da literatura para crianças e jovens, e se habituaram à presença de algumas figuras tutelares. Sem Matilde Rosa Araújo, sem Madalena Gomes, sem António Manuel Couto Viana, sem José Saramago, sem João Paulo Seara Cardoso ficámos sem dúvida mais pobres. Mas – certo é também – temos a sorte de herdar destas vozes um legado literário que perpetuará no tempo a sua memória; um legado que importa continuar a ler, a estudar e, sobretudo, a dar a ler aos mais jovens – razão de ser do nosso trabalho como mediadores da leitura e defensores de uma literatura de qualidade para a infância.» [continue a ler via A Inocência recompensada o texto introdutório deste novo volume]
A revista Malasartes número 19 já se encontra em distribuição e, mais uma vez, podem encontrar por lá a minha pequena grande homenagem, desta vez no formato recensão, ao livro A Casa Grande de João Manuel Ribeiro e Ricardo Rodrigues. Via A Inocência Recompensada aqui ficam alguns dos assuntos tratados neste número:
«Neste número de Malasartes, reserva-se algum espaço à literatura juvenil: à grande escritora sueca Maria Gripe – será mesmo um exemplo de literatura para jovens? –, a An Alfaya e Agustín Fernández Paz e a mais alguns autores considerados na secção de recensões críticas de livros galegos. E, pelo seu indesmentível sucesso editorial (reclamando, por isso, um olhar analítico), focaliza-se, também, a colecção «Profissão adolescente», de Maria Teresa Maia Gonzalez, pese embora alguma reserva com que a crítica por vezes a tem encarado.
Hoje sobretudo conhecido por adolescentes e adultos – quando lido – é o díptico Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho. Muitos acorreram já às salas de cinema, tentando não perder a recente recriação cinematográfica destas obras. Mas irão ler os textos de Lewis Carroll? Só por si esta questão reclama um olhar crítico sobre a Alice de Tim Burton – um dos destaques do presente número da revista.»
Boas leituras!
